sexta-feira, 29 de maio de 2015

Novo Código Florestal completa três anos

Paulo de Araújo/MMALei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
Lei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
O novo Código Florestal completou, nesta segunda-feira (25), três anos de existência. A Lei nº 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha” para compensação ambiental. Segundo a ministra Izabella Teixeira, a “regra da escadinha” consiste em “tratar os desiguais de forma desigual” na hora de cobrar os passivos ambientais, referindo-se aos pequenos proprietários de terra e agricultores familiares.
De acordo com o diretor-presidente do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, o Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando para que os estados cumpram as suas funções definidas na nova lei.
“O novo Código Florestal trouxe a descentralização da gestão florestal no Brasil, destacando um papel preponderante para os estados”, disse. “A União elaborou ferramentas necessárias para que os estados possam realizar a inscrição no CAR, além de apoiar os pequenos produtores com cursos e assistência técnica.”
Prorrogação
O Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) está disponível no endereço www.car.gov.br e receberá adesões até 5 de maio de 2016. O prazo para a inscrição no CAR, que venceu em maio deste ano, foi prorrogado por decreto da presidenta Dilma Rousseff pelo período de mais um ano.
“No meu entendimento, há cada vez mais interesse da sociedade em executar o novo código. Conseguimos superar a fase de contraditar a lei. A lei é um fato. Percebo o engajamento do terceiro setor, dos estados e dos municípios no esforço de implantação do código”, destaca Deusdará.
Segundo ele, existe mais clareza, atualmente, sobre os benefícios trazidos pela nova lei, como a segurança jurídica para os proprietários e posseiros, a legalização ambiental e o acesso ao crédito rural – que após maio de 2017 não será mais acessível ao produtor que não tiver realizado o CAR.
Recuperação
Em relação ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA), passo seguinte ao CAR, os estados têm uma missão exclusiva e preponderante. “A União já fez os regulamentos relacionados às normas gerais e complementares”, explicou o diretor do SFB. “Agora, os estados precisam dar continuidade em relação à regulamentação estadual de cada programa.”
Fonte:

domingo, 17 de maio de 2015

Fossa Septica - Como Fazer

Fossa nova
O sistema biodigestor desenvolvido pela Embrapa tem dupla função: elimina doenças e produz adubo orgânico de qualidade 

Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo


O Ministério da Saúde adverte: a falta de água tratada e de esgoto sanitário provocam diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, doenças que resultam em cerca de 75% das internações hospitalares. No campo, a comumente usada fossa negra contamina os lençóis freáticos, fazendo da água usada pelo agricultor um veneno potente.A Embrapa Instrumentação Tecnológica, em São Carlos, SP, desenvolveu um sistema barato e eficiente para livrar o produtor dessas doenças e ainda ajudá-lo no cultivo de suas lavouras. A fossa séptica biodigestora, além de evitar a contaminação do lençol freático, produz um adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em hortas e pomares.
A técnica é simples. Três caixas-d'água conectadas entre si são enterradas para manter o isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Este material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenos. No final do processo, o líquido está sem micróbios e pode ser usado como adubo.
Pelos estudos da Embrapa, esse tipo de sistema é ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Se houver mais gente, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros. Segundo o pesquisador Antonio Pereira de Novaes, o custo da fossa é de mil reais.
Para as propriedades que já estão com os lençóis freáticos contaminados, a Embrapa recomenda o uso de um clorador entre o cano de captação de água do poço e o reservatório. Isso elimina os microorganismos e garante água potável.

Passo a passo
Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo



Técnica prevê a conexão de três caixas-d'água entre si, devidamente enterradas para preservar isolamento térmico

 uma vez por mês, acrescentar à mistura esterco e água
1. mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco
2. A água desta caixa pode ser usada para fertirrigação...
3. ... ou liberada para o subsolo, sem risco para o lençol freático
Montagem
1. Para montar a fossa séptica biodigestora você vai precisar de três caixas-d'água de mil litros cada. Como ficarão enterradas, recomenda-se o uso de caixas de fibra de vidro ou de cimento, pois esses materiais suportam altas temperaturas e duram mais. Antes de cavar os buracos no solo para colocar as caixas, você vai precisar furá-las para inserir os tubos de PVC. Utilize uma serra copo diamantada de 100 milímetros para fazer os furos. Caso não tenha essa ferramenta, marque o furo usando o cano como modelo e, com uma broca de vídia, de um quarto de polegada, faça pequenos orifícios. Com uma talhadeira, finalize o buraco e depois o lime com uma grosa. Os tubos e conexões devem ser vedados com cola de silicone na junção com a caixa.2. Cave no solo três buracos de aproximadamente 80 centímetros cada para colocar as caixas. Conecte o sistema exclusivamente ao vaso sanitário. Não o ligue a tubos de pias, pois a água que vem delas não é patogênica. Além disso, sabão e detergente inibem o processo de biodigestão.
3. Utilize um tubo de PVC de 100 milímetros para ligar a privada à primeira caixa. Para facilitar a vazão, deixe este cano com uma inclinação de 5% entre o vaso e o sitema. Para não correr o risco de sobrecarrega, não use válvulas de descarga. Prefira caixas que liberem entre sete e dez litros de água a cada vez que é acionada. Coloque uma válvula de retenção (a) antes da entrada da primeira caixa para colocar a mistura de água e esterco bovino.
4. Ligue a segunda caixa à primeira com um cano curva de 90 graus (b). Feche as duas tampas com borracha de vedação de 15 por 15 milímetros (c) e coloque um cano em cada uma delas que servirá de chaminé (d) para liberar o gás metano acumulado. Não vede a terceira caixa, pois é por ela que você irá retirar o adubo líquido. Entre as três caixas, coloque um T de inspeção para o caso de entupimento (e).
5. Caso você não queira utilizar o adubo, faça na terceira caixa um filtro de areia para permitir a saída de água sem excesso de matéria orgânica. Coloque no fundo uma tela de nylon fina. Sobre ela, ponha uma camada de dez centímetros de pedra britada número três e dez centímetros da de número um, nessa ordem, e mais uma tela de nylon (f). Depois, coloque uma camada de areia fina lavada. Instale um registro de esfera de 50 milímetros para permitir que essa água vá para o solo (g).

fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC921359-4528-2,00.html

Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora

Fossa Séptica Não-Contaminante De Lençol Freático - Download fossa.pdf
Revista em quadrinho Papo Cabeça - Download revista.pdf


Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa "negra", poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços ”caipiras”. Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras.
O processo de biodigestão de resíduos orgânicos é bastante antigo, sendo que a primeira unidade foi instalada em Bombaim, na Índia em 1819; na Austrália uma companhia produz e industrializa o metano a partir de esgoto desde 1911. A China possui 4,5 milhões de biodigestores que produzem gás e adubo orgânico, sendo que a principal função é o saneamento no meio rural (http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/biodiges.html#6). No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.


Em suma, o biodigestor aqui desenvolvido tem dois objetivos: 1) substituir, a um custo barato para o produtor rural, o esgoto a céu aberto e as fossas sépticas e 2) utilizar o efluente como um adubo orgânico, minimizando gastos com adubação química, ou seja, melhorar o saneamento rural e desenvolver a agricultura orgânica.

Figura 1a - Todo o sistema

O sistema (figura 1a) é composto por duas caixas de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L cada [5], facilmente encontradas no comércio, conectadas exclusivamente ao vaso sanitário, (pois a água do banheiro e da pia não têm potencial patogênico e sabão ou detergente tem propriedades antibióticas que inibem o processo de biodigestão) e a uma terceira de 1000 L [6], que serve para coleta do efluente (adubo orgânico). As tampas dessas caixas devem ser vedadas com borracha e unidas entre si por tubos e conexões de PVC de 4", com curva de 90o longa [3] no interior das caixas e T de inspeção [4] para o caso de entupimento do sistema. Os tubos e conexões devem ser vedados na junção com a caixa com cola de silicone e o sistema deve ficar enterrado no solo para manter o isolamento térmico. Inicialmente, a primeira caixa deve ser preenchida com aproximadamente 20 L de uma mistura de 50% de água e 50% esterco bovino (fresco). O objetivo desse procedimento é aumentar a atividade microbiana e consequentemente a eficiência da biodigestão, dever ser repetido a cada 30 dias com 10 L da mistura água/esterco bovino através da válvula de retenção [1]. O sistema consta ainda de duas chaminés de alívio [2] colocadas sobre as duas primeiras caixas para a descarga do gás acumulado (CH4). A coleta do efluente é feita através do registro de esfera de 50 mm [7] instalado na caixa coletora [6]. Caso não se deseje aproveitar o efluente como adubo e utilizá-lo somente para irrigação, pode-se montar na terceira caixa um filtro de areia, que permitirá a saída de água sem excesso de matéria orgânica dissolvida (figura 1b).

Figura 1b - 3a. caixa projetada para remoção da matéria orgânica

A lista de material necessário para a construção do sistema é a seguinte:
ItemQuant.UnidadeDescrição
0103Caixa de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L
0206mTubo de PVC 100mm para esgoto
0301Válvula de retenção de PVC 100mm
0402Curva 90° longa de PVC 100mm
0503Luva de PVC 100mm
0602Tê de inspeção de PVC 100mm
0710O’ring 100mm
0802mTubo de PVC soldável 25mm
0902Cap de PVC soldável 25mm
1002Flange de PVC soldável 25mm
1101Flange de PVC soldável 50mm
1201mTubo de PVC soldável 50mm
1301Registro de esfera de PVC 50mm
1402tbCola de silicone de 300g
1525mBorracha de vedação 15x15mm
1601tbPasta lubrificante para juntas elásticas em PVC rígido – 400g
1701tbAdesivo para PVC – 100g
1801litroNeutrol

FERRAMENTAL

ItemQuant.UnidadeDescrição
0101Serra copo 100mm
0201Serra copo 50mm
0301Serra copo 25mm
0401Aplicador de silicone
0501Arco de serra c/ lâmina de 24 dentes
0601Furadeira elétrica
0701Pincel de ¾’
0801Pincel de 4”
0901Estilete ou faca
1002flLixa comum no. 100

Se não for utilizar o efluente como adubo orgânico, mais:
  • Areia fina lavada
  • Pedra britada nº 1
  • Pedra britada nº 3
  • Tela de nylon fina - tipo mosquiteiro
fonte: http://www.cnpdia.embrapa.br/produtos/fossa.html

sábado, 2 de maio de 2015

BENEFÍCIOS DA AGRICULTURA ORGÂNICA

A agricultura orgânica tem como ponto de base os princípios da agroecologia . Não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal. Esses insumos químicos são substituídos por processos biológicos. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, bem como o aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos .
É o sistema de produção que tem por objetivo preservar o meio ambiente, a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas, levando ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade. O solo é um organismo vivo e o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo.
Fundamenta-se em princípios básicos:
– Respeito à natureza.
– Reciclagem de recursos.
– Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.
– Inserção de processos biológicos nos modos de produção.
– Manutenção da biodiversidade;
– Preservação do meio ambiente.
-Desenvolvimento econômico e social.
-Qualidade de vida humana.
A agricultura orgânica ainda oferece nos supermercados e quitandas produtos com preços elevados em comparação aos de produtos agrícolas produzidos de maneira convencional (com aditivos químicos), sendo necessário maiores incentivos de governos para “baratear” o preço final do produto orgânico, popularizando esse método de produção na maioria das propriedades rurais  e cooperativas, e divulgando os seus benefícios para a sociedade e investidores.
BENEFÍCIOS: A AGRICULTURA ORGÂNICA REDUZ CUSTOS NA PRODUÇÃO E AGREGA VALOR AOS PRODUTOS.           
No Brasil, a produção orgânica é uma atividade que está em grande expansão entre os agricultores familiares e assentados oriundos da reforma agrária. Acredita-se que em torno de 85% dos produtores orgânicos brasileiros sejam produzidos dessa forma. Esse tipo de agricultura é responsável por uma redução considerável da fadiga do terreno e por uma diminuição no consumo de água, pois elimina o uso de produtos químicos.
Este tipo de produção é voltado para o cultivo de cereais, oleaginosas e leguminosas. Essa prática permite uma considerável redução de custos ao pequeno produtor, além de agregar valor aos produtos, que vão para o mercado com selos de respeito ecológico, sua garantia de qualidade.
As pessoas acreditam que esse tipo de produção é mais caro que o tipo de produção convencional. Mas é um pensamento errôneo, pois, além de ser um sistema de produção de menor custo, ele ainda produz alimentos mais vistosos e permite que as plantas possam expressar todo o potencial produtivo que elas possuem.
Esse sistema de produção traz benefícios como: plantas de qualidade, que não apresentam riscos de envenenamento para aqueles que irão consumi-las. Além disso, o produtor que lida diretamente com a produção pode ficar tranquilo, pois nesse sistema ele irá trabalhar em um ambiente protegido de chuvas e de solos encharcados, já que só é possível fazer uma produção orgânica sob um abrigo de cultivo. Por fim, o ambiente também lucra com a produção orgânica, pois não há agressões de produtos químicos.
Além dos benefícios já citados, como é o caso da redução dos custos da produção (já que nesse tipo de sistema não é necessário altos investimentos em produtos químicos), ocorre também uma maior resistência aos cultivos de seco, reduzindo significativamente o consumo de água e os custos que isso também implicaria.
Para a implantação de uma agricultura orgânica de qualidade, o produtor deve buscar todas as informações científicas e práticas que o sistema demanda. Só assim será possível realizar uma produção que seja ecologicamente correta e capaz de proporcionar os resultados econômicos desejados, como economia na produção e maior valor de venda dos produtos.
fonte: https://biovegetalinterativa.wordpress.com/2012/11/16/beneficios-da-agricultura-organica/